Saudades de 2000 – Jason Kidd

Este é um guia um tanto quanto informal dos ídolos da NBA na década passada. Não é saudosismo, nem a subvalorização das atuais estrelas da liga. Apenas apreciação de umas das melhores gerações, em quesito talento e estrelismo, que os amantes da NBA tiveram. Quaisquer traços de parcialidade ou empolgação exacerbada são mera coincidência.

Jason Kidd

Imagine um armador da NBA nos padrões atuais. É, sem dúvidas, a posição do jogo que mais ostenta talento. São caracterizados por serem forças físicas bestiais, ou por terem um arsenal ofensivo gigantesco, ou por arremessarem de todo canto da quadra sem parecer absurdo tentar tais arremessos. Às vezes tudo isso reunido. Agora imagine não ser uma aberração física, nem pontuar de qualquer maneira, ou, muito menos, arremessar com eficiência (começo da carreira, depois explico), elegância ou freqüência e ainda assim dominar o jogo de uma forma que se questiona “como consegue? Quem o permitiu fazer tais atrocidades?”. Esse era Jason Kidd.
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“Ain, Nash foi melhor”.

Dono de um QI de basquete absurdo, Kidd foi  um armador no sentido basquetebolístico raiz da palavra. Quando existem aquelas discussões de quem é armador clássico, onde se usam assistências como pretexto (risos), Kidd definitivamente é um deles. Mas não molhe os beiços para dizer “ah, mas armador cadencia o jogo, controla as ações ofensivas”. Confere. Jason fazia tudo isso, mas, lá vem a barbaridade: tudo isso em velocidade frenética. O terror nos fastbreaks (contra-ataques, segundo o Aurélio triveliano), Kidd fez sua carreira bagunçando defesas e correndo como um louco para a quadra de ataque após pegar o rebote. Um dos ‘Mr. Triple-Double’ da história da liga, Kidd se situa em terceiro nessa lista (107), atrás dos deuses Magic Johnson e Oscar Robertson. Segue em anexo os dados e conquistas para começar o “Kidd foi melhor que o Nash”. Nomeado Novato do Ano (ao lado de Grant Hill, não me pergunte o porquê) em 1995, levou a franquia de Nova Jersey a duas finais consecutivas e camisa #5 aposentada, conquistou seu anel de campeão com o Dallas em 2011, 10 vezes All Star, 6 vezes entrou em um All NBA Team, 9 vezes entrou para o All-Defensive Team, 5 vezes líder de assistências da liga, terminou sua carreira, na lista geral da história, em segundo lugar em assistências (12091) e roubos de bola (2684) e em sétimo em bolas de três convertidas (5701), além de alcançar a marca de 17 mil pontos na carreira ao longo de 21 temporadas. Sinistro, né?

Carreira

Nascido em São Francisco (1973) e criado em Oakland, filho de um pai afro-americano e mãe parte irlandesa, Jason desde cedo se destacou por seu jogo nos primeiros  anos de escola, onde o desenvolvimento de suas habilidades ascendeu de forma assustadora, junto ao  assédio por parte dos colégios da região. Nos torneios regionais, era famoso por grandes exibições, por levar prêmios de MVP em todas as edições e por travar duelos mais excitantes que Yugi VS Kaiba com Gary Payton. Recrutado ao St. Joseph Notre Dame High Scholl, Kidd liderou o time a campeonatos estaduais consecutivos, cravando médias de 25ppj, 10apj, 7rpj e 7spj em seu último ano no colégio. Os prêmios individuais não paravam de vir e todas as honrarias que esses moleques bons de bola com potencial a entrar na NBA recebem, Jason Kidd os coleciona. Quando veio a decisão de qual universidade representar, Kidd surpreendeu ao escolher a Universidade da Califórnia, que vinha de uma campanha nada expressiva na temporada que havia se encerrado, mesmo com  o assédio de Arizona, Kentucky, Kansas e Ohio State.

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“Ei, Jason, é verdade que o Lonzo Ball joga parecido com você?”

Em seu primeiro ano na Universidade, Jason teve médias de 13ppj, 7.7 apj, 4.9rpj e 3.8spj e os prêmios Naismithianos da vida brotavam ao garoto que vira e mexe era chamado de Ason Kidd, isso mesmo sem o ‘J’ de Jumper (que mané Jumper™), por não ter um arremesso dos melhores. Nesta temporada, alcançou a marca de 110 roubos de bola, recorde da NCAA, e 220 assistências, recorde na Universidade. Fez o péssimo time de Cal ir ao torneio da NCAA, mudando o patamar da mesma, sendo a peça chave do sistema (alô, Lonzo Ball). Em seu segundo ano na universidade, Kidd teve médias de 16.7ppj, 6.3rpj, 9.1apj e 3.1 spj, sendo líder em assistências da equipe e do país inteiro. Nomeado ao All-American, algo que não acontecia com um jogador da Universidade da Califórnia desde 1968, Jason levou o time ao torneio da NCAA novamente, caindo na primeira rodada. Com o fim da temporada, optou por tornar-se elegível ao draft da NBA em 1994. Em 2004, teve sua camisa #5 aposentada em Cali.

Draftado pelo Dallas Mavericks na segunda escolha geral do recrutamento , à frente de Grant Hill, Kidd teve médias de 11.7ppj, 5.4rpj e 7.7apj e liderou a NBA em triple doubles em seu primeiro ano na liga (!!!). Com uma campanha de 13-69 no ano anterior ao draft de Jason, o Mavericks amargou a pior campanha da liga, sendo que, após recrutar o armador, a campanha foi de 36-46 e a melhora que Kidd trazia para o time era evidente, fazia todos os seus companheiros melhores (alô, Lonzo Ball²).

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Mano, que bizarro.

Na temporada seguinte, foi votado ao All-Star Game (que era supimpa na época) onde as pessoas queriam ver a insanidade do garoto nos contra-ataques. Pura diversão.  Mesmo com médias de 16.6ppj, 9.7apj e 6.8 rpj não foi suficiente para levar o Dallas aos playoffs e intrigas com treinador e comissão técnica, além de frescurinhas com colegas de time que eram peças chave na franquia fizeram com que a jovem estrela fosse trocada em seu terceiro ano de liga (e nem existia Snapchat na época), junto a outros companheiros, que nem digitando no Google você acha, por Sam Cassell, A.C. Green e Michael Finley (estes você encontra até no Wikipédia) ao Phoenix Suns, no meio da temporada, a qual foi aos playoffs e, mesmo com médias de 12ppj, 9.8apj e 6rpj não chegou longe com o time do Arizona.

Na temporada seguinte, sua primeira completa com o Phoenix Suns, novamente Kidd mudaria a equipe pela qual jogava de patamar, fazendo todos melhores à sua volta (“my boy!”), tendo a campanha do Suns aumentado em 16 vitórias em relação à temporada anterior. Nessa equipe, de recorde 56-26, havia, sob o comando do devorador de picks Danny Ainge, uma rotação com três armadores, algo que atualmente é bem comum com os gênios comandantes da NBA, como o Warriors de Steve Kerr (Curry, Klay e Livingston) ou o Lakers de Luke Walton (Calderón, Clarkson e Lou Williams (risos)), mas que, em um basquete que ainda respirava pivôs pesados e um jogo menos veloz, ‘bizarro’ seria uma boa palavra para esse tipo de rotações. Acontece que dava certo e Kidd era o motor do time, que contava com Steve Nash(!!!), Kevin Johnson(!!!) e Rex Chapman(?)  na armação, além do próprio Kidd. Muitas vezes era o quarteto e Antonio McDyess em quadra. Algo me diz que era muito divertido ver esse time. Com médias de 11.6ppj, 9.1apj e 6.2rpj, Kidd comandou o time aos playoffs, onde não obtiveram sucesso.

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“Coé, Jason, deixa eu ser o capitão, vai”.

Na temporada seguinte, marcas individuais interessantes marcaram o jogo de Jason Kidd. Com médias de 16.9ppj (maior da carreira), 10.8apj (maior da liga), 6.8rpj (maior da carreira) e 2.2spj(maior da carreira), Jason liderou a liga em triple-doubles (7, enquanto o resto da liga teve 11), teve a segunda maior média de minutos (41.2), melhor aproveitamento da carreira (47%), além de ser o único jogador de toda a NBA a estar entre os 50 primeiros em 10 categorias de estatísticas avançadas  diferentes (nem parece ser uma estatística “Nossa, que doido!”, mas eu escrevo, você lê.)

Então em 1999-2000, o Suns contrata Penny Hardaway, aquele mesmo do Orlando Shaq  Magic para formar a dupla de armação mais ‘obsquadra’ da liga. O BackCourt2000 tinha tudo para ser a melhor da NBA, enlouquecer na velocidade e desenvoltura (só vislumbre Kidd no rebote, 4 segundos após, já estando no garrafão adversário, passa para Penny voar sobre a defesa e finalizar com uma bandeja de mão trocada, sem suar o bigode. Ai meu coração), mas lesões acabam com nossa diversão. Kidd quebrou o tornozelo na temporada regular, Hardaway teve problemas no joelho e musculares. Ainda assim, foram aos playoffs (Kidd: 9.8ppj,8.8apj, 6.7rpj) e avançaram ao segundo round, batendo os atuais campeões, San Antonio Spurs. Nada mal, hein. Pararam no segundo round mesmo.

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“BackCourt 2000”.

No ano seguinte, com Penny fora da temporada por lesão, Kidd era a estrela solitária do time, que tinha Vinny Del Negro e o recém-chegado, Shawn Marion, como principais companheiros de time (risos).  Com 16.9ppj, 9.8apj e 6.4 rpj, a temporada de Kidd foi marcada por altos (fominha por consequência, Kidd liderou o Suns a uma temporada de mais de 50 vitórias com um final de 15-6. Dos seis jogos com mais de trinta pontos na temporada, cinco deles foram nessa corrida aos playoffs, inclusive uma sequencia de três jogos com tais números, primeira vez na carreira) e baixos (acusado, pela esposa, por violência doméstica). Nos playoffs, mesmo com médias de 14.3ppj, 13.3apj e 6rpj, não havia poder de fogo o suficiente para derrotar aquele timaço do Sacremento Kings, de Webber e Stojakovic. Caíram no primeiro round. Sua passagem pelo Suns foi marcada por participações no All Star Game três vezes, playoffs em todos os anos pela franquia, além de se consolidar como o melhor playmaker da liga, coroado pelo All NBA First Team por três anos consecutivos. Foi trocado em 2001 junto ao New Jersey Nets, por Stephon Marbury e outros dois jogadores que nem o Google identifica.

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Bateu na esposa depois que ela zoou o cabelo dele.

No Nets foi onde se consagrou. Além do Kobe, outros jogadores também foram injustiçados no prêmio de MVP. Kidd foi um deles. Em 2001, Tim Duncan levou o prêmio (não contesto), mas Kidd, o segundo na corrida, também se mostrou merecedor, pois o impacto que causou na equipe de Nova Jersey foi imediato e assombroso. Em um time que tinha em Kenyon Martin, em seu segundo ano, e Richard Jefferson e Jason Collins, em seus primeiros anos de liga como esperança para um futuro menos obscuro, Kidd transformou o time, que brigaria pelas primeiras escolhas do draft no ano seguinte, em um candidato a título. Não que sua contratação fosse Jordiana a ponto de mudar o time da lama para o sucesso, mas sim que ele fazia TODO MUNDO melhor em quadra. De uma temporada 26-56, Kidd levou o Nets a um 52-30, com uma melhora de (26!!!!) vitórias a mais que na temporada anterior. O time, pela primeira vez em sua história, ficou com um recorde superior a 50 vitórias. Jason fazia o cabeça de bagre e excelente defensor, Kenyon Martin, render na tábua ofensiva. Fazia de Richard Jefferson e Kerry Kittles excelentes arremessadores. Era um time muito bem espaçado por Byron Scott(!!!) com o melhor armador da liga (desculpem-me, Nash e Payton), tarado por contra-ataques,  sendo o general da artilharia pesada mais careca da história (além do mito, Brian Scalabrine, razão do sucesso, obviamente). Toda a transformação, em apenas um verão.

Neste primeiro ano na franquia de Nova Jersey, Kidd teve médias de 14.7ppj, 9.9apj e 7.3rpj elevando o nível daquele jovem time do Nets, chegando às Finais da NBA, a primeira da história da franquia. Com médias de 19.6ppj, 9.1apj e 8.2rpj nos playoffs, Kidd conduziu a equipe além das expectativas. Com exceção ao confronto com o Indiana Pacers de Reggie Miller (e aquele épico jogo 5), que foi 3-2, a equipe de de Nova Jersey teve poucos desafios, até serem varridos nas Finais. Aqui deixo dois aperitivos para os devoradores de estatísticas: no jogo 5, contra o Idiana, Kidd marcou 20 dos seus 31 pontos entre o fim do quarto final e na prorrogação. Pouco clutch, hein. E segundo, ele teve médias de 17.5ppj, 10.2apj e 11.2rpj nas finais de conferência, contra o Celtics.  Pararam no imparável Lakers de Shaq e Kobe ETERNO. Olha o impacto que ele causava. Bicho, nem tá tão difícil de entender.

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“Contra quedas de cabelo, Imecap Hair!”

Na temporada seguinte, outra campanha exemplar. Ficando a uma vitória de uma jornada de 50 triunfos, Kidd conduziu  a equipe, mais uma vez, às Finais. Com médias de 18.7 (maior da carreira), 8.9apj (maior da temporada) e 6.3rpj na temporada regular, Kidd entrou no All NBA Second Team, modesto dessa vez. Nos playoffs, elevou seu nível (20.1ppj. 8.2apj, 7.7rpj) e de seus companheiros, varrendo Celtics e Pistons, nas semifinais e finais de conferência, respectivamente. Perderam para o Spurs de Tim Duncan, MVP da temporada regular e das Finais, em um embate equilibrado.

No ano seguinte, seria agente livre irrestrito, sonho de todo All Star que quer ser desejado. Com o assédio do Spurs, time que o havia derrotado nas Finais passadas, que o colocariam no lugar de Tony Parker (meu Deus, só imagina) que ainda era um nome desconhecido, Kidd continuou um homem de honra (oi, Kevin Durant) e assinou uma extensão de seis anos com o Nets. Com 15.5ppj, 9.2apj (liderando a liga, pela segunda vez consecutiva) e 6.4 rpj, Jason entrou para o All NBA First Team, pela quinta vez em sua carreira. Nos playoffs, com problemas de lesão, Jason Kidd (12.6ppj, 9apj e 6.6rpj) não conseguiu ir além das semifinais de conferência, onde perderam para os campeões na temporada, Detroit Pistons, em um jogo 7 onde Kidd saiu zerado, por ter que lidar com uma lesão no joelho o jogo todo (pouco valente, o homem).

No verão seguinte, foi submetido a uma cirurgia para restaurar o joelho lesionado e voltou às quadras em meados de Dezembro, num time remendado, com Richard Jefferson lesionado e Vince Carter (recém-adquirido junto ao Raptors) tendo que carregar o time. A equipe vinha encontrando dificuldades em vencer jogos e ficar fora dos playoffs, algo que não acontecia desde que Kidd chegara à franquia, era realidade. Foi então que Jason kiddiou geral no Nets e, com a ajuda de Carter, os conduziu mais uma vez aos playoffs, ficando com a oitava vaga. Uma atitude admirável, mas que não teve muito efeito. Foram varridos pelos líderes de conferência, Miami Heat de Wade e Shaq. Kidd teve médias de 17.3ppj, 7.3apj e 9rpj nos playoffs.

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Vem ano, vai ano. Os carecas permanecem.

No ano seguinte, Kidd e Carter, desta vez jogando juntos desde o início da temporada, levaram o time com mais tranquilidade aos playoffs. Em terceiro lugar na conferência, o time, nos playoffs, parou novamente no Miami Heat, campeões da temporada, nas semifinais de conferencia. Neste ano, Jason (14.4ppj, 8.3apj e 7.4rpj) foi eleito para o All Defensive NBA First Team, pela quarta vez em sua carreira.

No ano seguinte, foi marcado pelo jogo onde Kidd e Carter saíram com triple-double no mesmo jogo, algo que não acontecia desde Michael Jordan e Scottie Pippen em 1989, com jogadores da mesma equipe. Na primeira série dos playoffs, Kidd teve médias de 14ppj, 13.2apj e 10rpj, tornando-se, juntamente a Wilt Chamberlain e Magic Johnson, os únicos jogadores a terem triple-double de médias em diferentes séries de playoffs. Apesar de toda a maestria de Jason (14.ppj, 10.9apj e 10.9rpj, nos playoffs), pararam no Cleveland Cavaliers de LeBron James nas semifinais.

Em sua última temporada pelo Nets, Kidd se tornou o terceiro jogador da história a ter três triple-doubles seguidos, sendo o seu 97º da carreira. Dupla de armação com Dwyane Wade no All Star, Kidd teve médias de 13ppj, 9.2apj e 8.2rpj, mas as especulações de trocas envolvendo o armador perduraram a temporada inteira. Uma com o Los Angeles Lakers quase ocorreu, tendo o impasse pela recusa em ceder seu jovem pivô, Andrew Bynum, por parte do time da Califórnia. Kobe ETERNO, Kidd e Gasol. Só imagina (suspiros). Então em janeiro, foi trocado para o Dallas Mavericks, time que o draftou, por Devin Harris, DeSagana Diop, Trenton Hassell, Maurice Ager, $3 milhões de dólares, e duas picks de primeira rodada.

Chegou ao Mavs com a missão de liderar o time, que tinha em Dirk Nowitzki sua principal estrela para conduzir ao primeiro título da franquia. Jason Kidd, armador cerebral, fez sua carreira com a bola nas mãos, pensando e fazendo seus companheiros jogarem. Rick Carlisle é famoso por armar as jogadas do seu time, um estrategista ofensivo que desenha todo e qualquer movimento que seus comandados executam. Não precisa ser muito esperto pra concluir que não daria muito certo, de início. Os números de Kidd (9ppj, 8.7apj e 6.2rpj) decaíram drasticamente e um time que concentrava seu jogo na meia quadra e no low post com Dirk, fazia de Kidd um mero exímio passador para pivôs e, na maior parte do tempo, um arremessador de zona morta, sendo que nunca foi seu forte (quanto desperdício). Calhou em que o Dallas, mesmo com uma campanha 51-31, ficou em 7º (!!!) no Oeste Selvagem, caindo na primeira rodada dos playoffs para o Hornets de Chris Paul.

Em sua segunda temporada pelas bandas do Texas, a equipe encontrou dificuldades no começo da temporada regular, mas se recuperou no decorrer da mesma, conseguindo um sexto lugar na melhor conferência da liga. Kidd, apesar de não ter os mesmo números impactantes de outrora, ficou em terceiro entre os que mais roubaram bolas na temporada (2.0 por jogo). Nos playoffs (8.6ppj, 6.8apj e 6.4rpj), Kidd liderou o time em assistências em apenas UM dos jogos que esteve, onde ele e a equipe caíram nas semifinais para o Denver Nuggets de Carmelo Anthony.

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Quem tá cansado de perder, dá uma tossidinha.

Na temporada seguinte, apesar de pesado assédio do New York Knicks, Jason assinou uma extensão contratual de 3 anos com o Dallas Mavericks. Em seu primeiro ano vigente neste contrato, o Mavericks ficou em segundo na conferência Oeste, mas novamente, não teve sucesso nos playoffs. Caíram na primeira rodada para o Spurs e Kidd, contraiu uma gripe que influenciou suas condições físicas na série.

Em seu segundo ano, finalmente veio o título. Nos playoffs Kidd foi fundamental na vitória sobre o Blazers na primeira rodada e foi vital na varrida (Gasol, apresente-se) sobre o atual bicampeão, Los Angeles Lakers, sendo, por grande parte da série, o defensor do melhor jogador da liga, Kobe ETERNO Bryant. Nas finais de conferência, enfrentou o Oklahoma City Thunder e por muitas vezes era responsável por defender Russell Westbrook e até mesmo Kevin Durant. O que separa Kidd de Nash (pelo amor de Deus, não estou comparando!) é que Jason sempre foi excelente defensor, enquanto Nash, ah, deixa pra lá. No texto dele eu exalto no que ele era melhor que Kidd.

Contra o supertime do Miami Heat, de LeBron, Wade e Bosh, Kidd impactou de uma forma que não se esperava dele: arremessando. Ason Kidd nunca mais! Com seu QI absurdo, defensivamente foi incansável e cirúrgico em defender Dwyane Wade. Coroava a carreira de Jason, que não havia se encerrado, mas que merecia a conquista, após perder em duas Finais. Não havia protagonismo. Apenas o desejado anel. Foi o armador mais velho a ganhar um título de NBA (38 anos).

Em seu último ano de contrato, na temporada do lockout, O Dallas foi varrido na primeira rodada para o finalista, Thunder.

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“Mano, ganhamos. E agora?”

Em sua últma temporada na liga, Kidd assinou um contrato de 3 anos com o New York Knicks, para ser mentor de Jeremy Lin, sensação do ano anterior. Acabou que o filipino foi para o Houston Rocktes e Jason teve que dividir a armação com Raymond Felton, na posição de ala-armador. A temporada foi sucedida, levando em consideração que estamos falando de Knicks. Terminaram com uma campanha acima de 50 vitórias, algo que não ocorria desde 2000. Caíram na segunda rodada dos playoffs para o Indiana Pacers, que faria aquele embate épico com o Miami Heat. Após o término da temporada, Kidd anunciou que se aposentaria.

Sua jornada não acabou na NBA. Foi contratado logo na seguinte temporada pelo Broklyn Nets, desta vez como técnico. Não deu certo naquele quarteto sem magia de Deron Willians, Joe Johnson, Paul Pierce e Kevin Garnett. Teve a polêmica do refrigerante derramado na quadra. Pode-se dizer que a passagem por lá não foi de sucesso.

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“Acabou o guaraná”.

Atualmente é técnico do radiante time do Milwalkee Bucks, onde usou todo o seu conhecimento na posição para fazer de Giannis Antetokounpo um armador. Genial.

Jason Kidd foi um dos melhores armadores da história, discutivelmente o melhor de sua geração, não só armador, mas jogador. Quem o viu em seu auge, sente saudades.

 

Vida para o resto da sua vida, Kidd.

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